E, depois, como eu já esperava. Tudo estava melhorando, meu coração começou a entender que ele não podia continuar daquele jeito, deixou toda aquela fraqueza de lado, e voltou a bater. Minhas lágrimas nem se quer existiam mais, minhas mãos não suavam como antes, e eu não sentia mais aquele aperto em meu peito, minha respiração não era mais ofegante como antes, estava normal. Não estava mais pálida como antes e meus lábios não estavam mais ressecados. Eu até sorria agora. Eu estava voltando a viver, aos poucos. Estava revivendo, recuperando minha esperança lá no fim do túnel. Tentava prestar atenção em tudo o que acontecia a minha volta, mesmo que não fossem de meu total interesse. Ainda doía, mas eu não me importava, não ligava, e não ligo. Eu dominava minha dor, e ela ia embora. Aquelas partes destroçadas dentro de mim ainda estavam sendo concertadas. As recaídas de antigamente não existiam mais e quando eu percebia que podia recair, eu me forçava a ficar em pé e forte. Eu comecei a me importar mais com as pessoas, mas dessa vez, não mais do que comigo. Digo, me importava mais comigo, me preocupava menos com os outros. Eu estava em primeiro, segundo e terceiro lugar. Eu era a pessoa mais importante para mim, eu era meu amor, minha vida, meu chão, meu tudo. Eu estava lotada de amor próprio e isso era ótimo. Ariel S.